{"id":21,"date":"2024-11-10T21:36:54","date_gmt":"2024-11-11T00:36:54","guid":{"rendered":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/2024\/11\/10\/o-manto-tupinamba-no-brasil\/"},"modified":"2024-11-10T21:36:54","modified_gmt":"2024-11-11T00:36:54","slug":"o-manto-tupinamba-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/2024\/11\/10\/o-manto-tupinamba-no-brasil\/","title":{"rendered":"O Manto Tupinamb\u00e1 no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O Manto Tupinamb\u00e1 no Brasil<br \/>\nA complexidade t\u00e9cnica e a est\u00e9tica vibrante dos mantos tupinamb\u00e1s revelam n\u00e3o apenas a destreza manual, mas tamb\u00e9m a not\u00e1vel sofistica\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos povos orgin\u00e1rios brasileiros.<br \/>\nhttps:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/o-manto-tupinamba\/<br \/>\n#museus<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1000\" height=\"538\" src=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/1704-INTERNA-21.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5518784\" style=\"width:523px;height:auto\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O manto tupinamb\u00e1 que a Dinamarca devolve ao Brasil \u2013 Foto: Roberto Fortuna, Museu Nacional da Dinamarca<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O retorno de um exemplar do Manto Tupinamb\u00e1 ao Brasil foi tema de destaque nos \u00faltimos meses no circuito dos museus brasileiros. O manto confeccionado com penas vermelhas do s\u00e9culo XVI era parte da cole\u00e7\u00e3o etnogr\u00e1fica do Nationalmuseet, o Museu Nacional da Dinamarca, e foi doado para o Museu Nacional do Rio de Janeiro no \u00e2mbito de um esfor\u00e7o de recomposi\u00e7\u00e3o do acervo vitimado pelo inc\u00eandio de 02 de setembro de 2018, no Pa\u00e7o de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o. A mobiliza\u00e7\u00e3o do embaixador do Brasil na Dinamarca, Rodrigo de Azeredo Santos, foi instrumental para o sucesso do processo de repatria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNosso objetivo era que a sociedade dinamarquesa encarasse a devolu\u00e7\u00e3o como uma coopera\u00e7\u00e3o cultural dos dois pa\u00edses para ajudar a reconstruir a institui\u00e7\u00e3o brasileira. Quer\u00edamos evitar debates sens\u00edveis na Europa sobre a repatria\u00e7\u00e3o de artigos que pertencem aos povos origin\u00e1rios de outros continentes. Por isso, todo o processo transcorreu em sigilo\u201d, conta Santos.<\/p>\n<p><cite>A volta do Manto Tupinamb\u00e1 &#8211; <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/volta-do-manto-tupinamba\/\">https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/volta-do-manto-tupinamba\/<\/a><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>O antrop\u00f3logo Rane Willerslev, diretor do Nationalmuseet, em nota oficial sobre a doa\u00e7\u00e3o observou que<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cas heran\u00e7as culturais t\u00eam um papel decisivo nas narrativas das na\u00e7\u00f5es sobre si mesmas. \u00c9 assim no mundo inteiro. Por isso, \u00e9 importante para n\u00f3s ajudar a reconstruir o Museu Nacional do Brasil depois do inc\u00eandio devastador de alguns anos atr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p><cite>A volta do Manto Tupinamb\u00e1 &#8211; <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/volta-do-manto-tupinamba\/\">https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/volta-do-manto-tupinamba\/<\/a><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>A cacica Maria Valdelice Amaral de Jesus em correspond\u00eancia endere\u00e7ada \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do Nationalmuseet, no dia 29 de julho de 2022, escrevia:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOs sonhos dos nossos ancestrais, que s\u00e3o tamb\u00e9m os nossos, seguem vivos. Amotara preservou em sua mem\u00f3ria a lembran\u00e7a da exist\u00eancia de um Manto Sagrado para o nosso povo. Nossos Mantos s\u00e3o \u00edcones da nossa espiritualidade e, por isso, acreditamos que devem estar de p\u00e9 e vivos, pr\u00f3ximos ao seu povo de origem\u201d.<\/p>\n<p><cite>A volta do Manto Tupinamb\u00e1 &#8211; <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/volta-do-manto-tupinamba\/\">https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/volta-do-manto-tupinamba\/<\/a><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>A Amotara mencionada acima \u00e9 Nivalda Amaral de Jesus, m\u00e3e da cacica, quem travou o primeiro contato com o Manto quando esteve no Brasil por empr\u00e9stimo em maio de 2000 para a Mostra do Redescobrimento Brasil +500, em S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s o encontro com a rel\u00edquia de seu povo, Amotara declarou ao rep\u00f3rter da Folha que acompanhou sua visita \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cSomos tupinamb\u00e1s. Queremos o manto de volta.\u201d<\/p>\n<p><cite>A volta do Manto Tupinamb\u00e1 &#8211; <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/volta-do-manto-tupinamba\/\">https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/volta-do-manto-tupinamba\/<\/a><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m da cacica Maria Valdelice, enviaram cartas para a dire\u00e7\u00e3o do Nationalmuseet o cacique Rosivaldo Ferreira da Silva, o Babau, outro l\u00edder dos tupinamb\u00e1s de Oliven\u00e7a, e a dire\u00e7\u00e3o do Museu Nacional do Rio. Esses tr\u00eas documentos foram entregues pelo embaixador a Rene Willerslev. Sensibilizado pelas correspond\u00eancias, o diretor do Nationalmuseet elaborou um parecer favor\u00e1vel \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a e apresentou a reivindica\u00e7\u00e3o dos brasileiros aos seis membros do conselho do museu dinamarqu\u00eas. Os conselheiros recomendaram que a rel\u00edquia fosse doada ao Minist\u00e9rio da Cultura da Dinamarca. Finalmente, em 31 de maio de 2023, o ministro Jakob Engel-Schmidt autorizou a volta definitiva do manto ao Brasil.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A import\u00e2ncia cultural e art\u00edstica do Manto Tupinamb\u00e1<\/h3>\n<p>Como primeiro povo a fazer contato com os portugueses quando desembarcaram no Brasil em 1500, os Tupinamb\u00e1s impressionaram os europeus com sua cultura e sua arte. A documenta\u00e7\u00e3o desse encontro original \u00e9 significativa, e reverbera de maneira<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"440\" height=\"371\" src=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/O_manto_tupinamba_sendo_utilizado_por_pajes_em_rituais_indigenas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5518785\" style=\"width:350px;height:auto\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O manto em cerim\u00f4nia religiosa de ind\u00edgenas tupinamb\u00e1s em gravura de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Th%C3%A9odore_de_Bry\">Theodor de Bry<\/a>, de 1592<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Os relatos sobre as pr\u00e1ticas ritual\u00edsticas antropof\u00e1gicas atribu\u00eddas aos Tupinamb\u00e1s por Hans Staden e Jean de L\u00e9ry, difundidas nas xilogravuras de Th\u00e9odore de Bry, alimentaram a curiosidade sobre o &#8220;Novo Mundo&#8221; e moldaram a vis\u00e3o do &#8220;homem selvagem&#8221; no imagin\u00e1rio europeu.<\/p>\n<p><cite>O Manto Tupinamb\u00e1 &#8211; Pensar a Hist\u00f3ria (Thread Reader) &#8211; <a href=\"https:\/\/threadreaderapp.com\/thread\/1669459644836708352\">https:\/\/threadreaderapp.com\/thread\/1669459644836708352<\/a><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>A originalidade e exuber\u00e2ncia da arte plum\u00e1ria dos povos Tupinamb\u00e1s impressionou os portugueses de maneira especial, e o manto com as penas vermelhas da ave Guar\u00e1 ganhou status de patrim\u00f4nio art\u00edstico do novo mundo. Torna-se item de destaque no com\u00e9rcio atl\u00e2ntico, e pode ter chegado ao continente europeu por meio de saques e rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, ou mesmo atrav\u00e9s de interc\u00e2mbio direto com os Tupinamb\u00e1s.<\/p>\n<p>Um exemplo de troca de presentes que ocorreram entre os ind\u00edgenas e os conquistadores durante o s\u00e9culo XVI foi documentada pelo capel\u00e3o franciscano Andr\u00e9 Thevet, que acompanhou o explorador franc\u00eas Nicolas Villegagnon na expedi\u00e7\u00e3o para o estabelecimento da Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica* (1555-1570). Em suas cr\u00f4nicas, Andr\u00e9 Thevet relata como as trocas entre os franceses selavam a alian\u00e7a que viabilizou o estabelecimento de uma col\u00f4nia francesa na regi\u00e3o da Ba\u00eda do Rio de Janeiro, no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, no s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p>Um exemplar do manto foi levado para a Europa pelo pr\u00f3prio Andr\u00e9 Thevet que, em seus escritos, declarou estar impressionado com a criatividade dos nativos. Ele registra que recebeu o artefato diretamente de Cunhambebe, principal lideran\u00e7a Tupinamb\u00e1 na \u00e9poca, juntamente com outros objetos pessoais.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"440\" height=\"247\" src=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Manto_tupinamba.webp.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5518786\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Manto tupinamb\u00e1 na prociss\u00e3o &#8220;Rainha da Am\u00e9rica&#8221;, ocorrida no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ducado_de_W%C3%BCrttemberg\">ducado de Wurttemberg<\/a>, na celebra\u00e7\u00e3o de carnaval de 1599.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A relev\u00e2ncia cultural do Manto Tupinamb\u00e1 se manifestou em obras de arte que expressam o fasc\u00ednio que as pe\u00e7as exercem nas cortes europeias. Uma aquarela alem\u00e3 datada de 1599 (acima) retrata uma esp\u00e9cie de desfile de membros da corte durante uma cerim\u00f4nia festiva em Stuttgart, onde \u00e9 exibido um exemplar do manto emplumado.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria transcorrida pelos mantos da cultura Tupinamb\u00e1 at\u00e9 os museus da Europa envolveu, em alguns casos, personagens hist\u00f3ricos identific\u00e1veis. O conde Johann Moritz von Nassau-Siegen, que foi o governador holand\u00eas do Brasil e ficou conhecido como <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jo%C3%A3o_Maur%C3%ADcio_de_Nassau\">Mauri\u00adcio de Nassau<\/a>, foi tamb\u00e9m um colecionista e atuou no tr\u00e1fico dos mantos. O \u00f3leo na imagem abaixo representa sua sobrinha Sofia de Hanover, adornada com vestimentas que fazem alus\u00e3o ao manto \u2014 pintura realizada no ano de 1652 por sua irm\u00e3, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Lu%C3%ADsa_Holandina_do_Palatinado\">Lu\u00edsa Holandina do Palatinado<\/a>.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"321\" height=\"380\" src=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Sophie_von_der_Pfalz_als_Indianerin.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5518788\" style=\"width:227px;height:auto\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sofia_de_Han%C3%B4ver\">Sofia de Han\u00f4ver<\/a> , sobrinha de Mauricio de Nassau, representada como \u00edndia sul-americana<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em todos os registros do Manto Tupinamb\u00e1 atrav\u00e9s da hist\u00f3ria, a rel\u00edquia se apresenta como exemplo not\u00e1vel da habilidade e da sofistica\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos povos orgin\u00e1rios brasileiros. A complexidade t\u00e9cnica e a est\u00e9tica vibrante dos mantos tupinamb\u00e1s refletem n\u00e3o apenas a destreza manual, mas tamb\u00e9m a profunda conex\u00e3o cultural e espiritual dos ind\u00edgenas com a natureza. Neste momento de retorno ao Brasil, emerge como testemunho da rica tradi\u00e7\u00e3o artesanal e da identidade cultural dos povos origin\u00e1rios brasileiros, destacando-se como s\u00edmbolo de resist\u00eancia e valoriza\u00e7\u00e3o das culturas ind\u00edgenas frente aos desafios hist\u00f3ricos e contempor\u00e2neos.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Metadados<\/h3>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"460\" height=\"690\" src=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/12.09.2024_-_Cerimonia_de_celebracao_do_retorno_do_Manto_Tupinamba_ao_Brasil_53990802551.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5518789\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Manto Tupinamb\u00e1 na Biblioteca do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Museu_Nacional_(Rio_de_Janeiro)\">Museu Nacional<\/a>, no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rio_de_Janeiro\">Rio de Janeiro<\/a>.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Possui um gorro e uma capa, que constituem um \u00fanico traje. As penas de guar\u00e1 se encaixam sobre uma base de fibra natural, parecida com uma rede de pesca.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Material e T\u00e9cnica<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O manto \u00e9 feito de penas de aves nativas, como o guar\u00e1, e fibra vegetal.<\/li>\n<li>Confeccionado com plumagem de Guar\u00e1 fixada em uma trama de fibras naturais utilizando uma t\u00e9cnica de costura ancestral dos povos origin\u00e1rios do Brasil, o manto tupinamb\u00e1 pode ser visto objetivamente, por quem n\u00e3o faz parte da comunidade ind\u00edgena, como uma obra de arte, uma forma de express\u00e3o art\u00edstica.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Tamanho<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>mede 1,2 metro de altura por 60 cm de largura.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Origem<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O manto tupinamb\u00e1 \u00e9 uma vestimenta sagrada para alguns povos ind\u00edgenas brasileiros.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Uso<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Os tupinamb\u00e1s usavam vestimentas do g\u00eanero em ocasi\u00f5es formais, como as assembleias, os enterros de pessoas queridas e os rituais antropof\u00e1gicos, a celebra\u00e7\u00e3o mais imponente promovida por eles no per\u00edodo colonial. \u00c9 um s\u00edmbolo de poder e lideran\u00e7a entre os Tupinamb\u00e1s.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Estado de Preserva\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Adequado<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em 2024, o item aqui descrito foi devolvido pelo Nationalmuseet, e encontra-se na Biblioteca do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Museu_Nacional_(Rio_de_Janeiro)\">Museu Nacional<\/a>, no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rio_de_Janeiro\">Rio de Janeiro<\/a>.<\/li>\n<li>Outros dez mantos semelhantes, tamb\u00e9m confeccionados com penas de guar\u00e1, continuam expatriados em museus europeus, segundo levantamento feito pela pesquisadora norte-americana Amy Buono, da Universidade de Chapman. Apenas no Museu Nacional da Dinamarca, existem outros quatro al\u00e9m do que foi devolvido ao Brasil.<\/li>\n<li>No Museu de Hist\u00f3ria Natural da Universidade de Floren\u00e7a (na It\u00e1lia), existem outros dois. H\u00e1 tamb\u00e9m mantos tupinamb\u00e1s guardados no Museu das Culturas, em Basileia (na Su\u00ed\u00e7a); no Museu Real de Arte e Hist\u00f3ria, em Bruxelas (na B\u00e9lgica); Museu du Quai Branly, em Paris (na Fran\u00e7a); e na Biblioteca Ambrosiana de Mil\u00e3o (na It\u00e1lia).<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Doa\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em julho de 2024, um dos mantos tupinamb\u00e1s que estava na Dinamarca foi devolvido ao Brasil. A doa\u00e7\u00e3o foi feita pelo governo da Dinamarca e o manto ficar\u00e1 no Museu Nacional do Rio de Janeiro.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><strong>Hist\u00f3ria<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O manto que foi devolvido pelo Nationalmuseet possui mais de 300 anos.<\/li>\n<li>O museu de Copenhague n\u00e3o sabe informar quem trouxe a pe\u00e7a sagrada para a Dinamarca nem por qu\u00ea.<\/li>\n<li>O manto tupinamb\u00e1 \u00e9 um s\u00edmbolo da mem\u00f3ria, da arte, e da resist\u00eancia do povo ind\u00edgena Tupinamb\u00e1.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"nc-source-attribution\">Fonte original: <a href=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/o-manto-tupinamba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/o-manto-tupinamba\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A complexidade t\u00e9cnica e a est\u00e9tica vibrante dos mantos tupinamb\u00e1s revelam n\u00e3o apenas a destreza manual, mas tamb\u00e9m a not\u00e1vel sofistica\u00e7\u00e3o art\u00edstica dos povos orgin\u00e1rios brasileiros.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-21","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-museus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}