{"id":18,"date":"2024-03-28T14:47:35","date_gmt":"2024-03-28T17:47:35","guid":{"rendered":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/2024\/03\/28\/decolonizacao-digital-de-acervos-inovacao-amplia-o-raio-de-acao-de-museus\/"},"modified":"2024-03-28T14:47:35","modified_gmt":"2024-03-28T17:47:35","slug":"decolonizacao-digital-de-acervos-inovacao-amplia-o-raio-de-acao-de-museus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/2024\/03\/28\/decolonizacao-digital-de-acervos-inovacao-amplia-o-raio-de-acao-de-museus\/","title":{"rendered":"Decoloniza\u00e7\u00e3o digital de acervos: Inova\u00e7\u00e3o amplia o raio de a\u00e7\u00e3o de museus"},"content":{"rendered":"<p>Decoloniza\u00e7\u00e3o digital de acervos: Inova\u00e7\u00e3o amplia o raio de a\u00e7\u00e3o de museus<br \/>\n&#8220;\u2026o desenho ilustra o deslocamento que ocorre no papel do museu, que sai da posi\u00e7\u00e3o de produtor da verdade \u00faltima sobre o acervo. Em seu novo papel de garantidor do espa\u00e7o adequado para o di\u00e1logo sobre mem\u00f3ria, o museu \u00e9 um facilitador: desenvolve e implementa o ambiente para que este di\u00e1logo aconte\u00e7a de forma aberta, transparente e documentada.&#8221; @daltonmartins@mato.social<br \/>\nhttps:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/d&#8230;<\/p>\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full has-custom-border\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"400\" height=\"520\" src=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5518137\" style=\"border-top-right-radius:30px;border-bottom-right-radius:30px;border-left-color:var(--theme-palette-color-12, #B28A00);border-left-width:5px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-bottom is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<p class=\"has-text-align-left has-text-color has-link-color wp-elements-e4baadefd29305ac4e58d5780d7b37b0\" style=\"color:#7a7a7a\"><em>Eliane Woxixaki, l\u00edder da associa\u00e7\u00e3o de mulheres Waiwai, trouxe consigo na viagem para a Su\u00e9cia sua tiara de penas amarelas, e h\u00e1 um ornamento quase id\u00eantico na cole\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--70)\">Com a implementa\u00e7\u00e3o do Projeto <a href=\"https:\/\/tainacan.org\/\">Tainacan<\/a> no \u00e2mbito do <strong>Programa Acervo em Rede<\/strong> do Ibram, e a \u00eanfase que a gest\u00e3o da presidenta Fernanda Castro colocou na capacita\u00e7\u00e3o do Instituto em operar de maneira aut\u00f4noma sua estrat\u00e9gia digital, novas frentes de atua\u00e7\u00e3o surgem para os museus brasileiros. Diante de novos desafios, e contando com ferramentas atualizadas, podemos vislumbrar as transforma\u00e7\u00f5es que a era digital traz para os modos de atua\u00e7\u00e3o dos diversos agentes no campo da mem\u00f3ria, suas novas din\u00e2micas e formas de organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde o lan\u00e7amento da <a href=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/\">Brasiliana Museus<\/a> em setembro de 2023, com a decis\u00e3o de ampliar seu escopo para al\u00e9m dos museus do Ibram, e tamb\u00e9m o lan\u00e7amento do novo <a href=\"https:\/\/cadastro.museus.gov.br\/\">servi\u00e7o MuseusBR<\/a> \u2014 apresentando <a href=\"https:\/\/cadastro.museus.gov.br\/museus?order=DESC&amp;orderby=meta_value&amp;metakey=222&amp;view_mode=masonry&amp;perpage=12&amp;paged=1&amp;fetch_only=thumbnail%2Ccreation_date%2Ctitle%2Cdescription&amp;fetch_only_meta=\">a base do Cadastro Nacional de Museus<\/a>, al\u00e9m do <a href=\"https:\/\/cadastro.museus.gov.br\/painel-analitico\/\">Painel Anal\u00edtico<\/a> e outros servi\u00e7os a serem lan\u00e7ados em breve \u2014 o Ibram expandiu significativamente a oferta de servi\u00e7os digitais para o campo museal. Esta possibilidade \u00e9 resultado da efetiva\u00e7\u00e3o, no Ibram, do &#8220;<a href=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/brasiliana-museus-e-lancada-ja-em-processo-de-expansao\/\">Modelo de Gest\u00e3o para a Inova\u00e7\u00e3o em Software Livre<\/a>&#8220;, concebido e operado para a realiza\u00e7\u00e3o do Projeto Tainacan no \u00e2mbito de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica em parceria com a rede acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Neste contexto ocorre a viagem do Coordenador Geral da CGSIM do Ibram, Dalton Martins, para Gotemburgo na Su\u00e9cia, com o objetivo de dar sequ\u00eancia em sua participa\u00e7\u00e3o na pesquisa patrocinada pelo <a href=\"https:\/\/www.gu.se\/en\/historical-studies\">Departamento de Estudos Hist\u00f3ricos<\/a> da Universidade de Gotemburgo, em colabora\u00e7\u00e3o com o &#8220;<a href=\"https:\/\/www.varldskulturmuseet.se\/en\/\">Museum of World Culture<\/a>&#8221; (Museu da Cultura Mundial em Gotemburgo \u2014 &#8220;um museu criado pelo governo sueco como parte de uma discuss\u00e3o sobre a identidade cultural local, e que se tornou um foco de discuss\u00f5es p\u00fablicas&#8221;*) e a Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (UFOPA).<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--70)\">Trata-se de um projeto de &#8220;decoloniza\u00e7\u00e3o de bases de dados etnogr\u00e1ficas&#8221;, que emerge a partir de um debate sobre &#8220;repatria\u00e7\u00e3o digital de cole\u00e7\u00f5es&#8221; iniciado na Europa por ocasi\u00e3o do inc\u00eandio que em 2018 destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro. Merece destaque a estreita rela\u00e7\u00e3o que o ent\u00e3o &#8220;<a href=\"https:\/\/www.smb.museum\/museen-einrichtungen\/ethnologisches-museum\/home\/\">Museum f\u00fcr V\u00f6lkerkunde<\/a>&#8221; em Berlim e o &#8220;<a href=\"https:\/\/www.gnm.se\/en\/\">G\u00f6teborg Museu<\/a>&#8221; em Gotemburgo mantinham com o Museu Nacional e outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras desde a d\u00e9cada de 1880, principalmente atrav\u00e9s da permuta de objetos de suas cole\u00e7\u00f5es para grandes exposi\u00e7\u00f5es**.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full has-custom-border\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2000\" height=\"800\" src=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5518136\" style=\"border-top-left-radius:15px;border-top-right-radius:15px;border-bottom-color:var(--theme-palette-color-12, #B28A00);border-bottom-width:5px\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-group alignwide is-content-justification-left is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-74cbbf86 wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p class=\"has-text-align-left has-text-color has-link-color wp-elements-e6ce6a365010ece4a38ed484de8578c7\" style=\"color:#7a7a7a\"><em><em>O projeto de pesquisa \u00e9 conduzido pela Universidade de Gotemburgo em colabora\u00e7\u00e3o com o Museu da Cultura Mundial e a Universidade Federal do Oeste do Par\u00e1 (UFOPA). Em 2022, ap\u00f3s longa jornada da floresta tropical at\u00e9 a Su\u00e9cia, os Waiwai puderam ver os objetos com mais de 100 anos que fazem parte de seu patrim\u00f4nio cultural.<\/em><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--70)\">O Instituto Brasileiro de Museus \u00e9 inserido no projeto em 2021, momento em que a Universidade de Gotemburgo recebe recursos aportados pelo &#8220;Europeana Research Grants Programme&#8221;***, o que resulta em <a href=\"https:\/\/pro.europeana.eu\/files\/Europeana_Professional\/Research\/decolonising_ethnographic_databases.pdf\">relat\u00f3rio<\/a> apontando a aplica\u00e7\u00e3o de reposit\u00f3rio digital Tainacan \u2014 desenvolvida com apoio do Ibram \u2014 como ferramenta adequada para prover suporte tecnol\u00f3gico ao processo de decoloniza\u00e7\u00e3o de bases de dados etnogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>Em 2022 aconteceu a primeira miss\u00e3o do projeto****, que levou cidad\u00e3os brasileiros da etnia Waiwai a uma visita <em>in loco<\/em> ao acervo do Museu da Cultura Mundial em Gotemburgo, na Su\u00e9cia, em especial aos itens que dizem respeito aos povos origin\u00e1rios brasileiros e ao seu povo espec\u00edfico. Os objetos foram coletados em 1925, e as informa\u00e7\u00f5es sobre os itens s\u00e3o escassas. Para os Waiwai, reconhecer os objetos e ajudar a organizar a cole\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante por v\u00e1rios aspectos \u2014 &#8220;Muitos dos itens ainda est\u00e3o sendo feitos hoje&#8221;, diz Jo\u00e3o Kaiuri, porta-voz dos Waiwai.<\/p>\n<p>Na miss\u00e3o realizada neste m\u00eas (mar\/2024) na Su\u00e9cia, representantes da etnia Palikur est\u00e3o realizando o reconhecimento de seus objetos, assim como os Waiwai em 2022. Os pesquisadores brasileiros e europeus envolvidos no projeto debatem, \u00e0 luz da experi\u00eancia com os grupos brasileiros, o desenho operacional para a estrutura\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos e pr\u00e1ticas de decoloniza\u00e7\u00e3o de acervos. O objetivo \u00e9 criar um arcabou\u00e7o para o compartilhamento digital de cole\u00e7\u00f5es de patrim\u00f4nio cultural de museus com as comunidades origin\u00e1rias, e o projeto espera propor metodologia e pr\u00e1ticas que sejam aplic\u00e1veis tamb\u00e9m a outras cole\u00e7\u00f5es e contextos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-left has-palette-color-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-b7a6adf4ff7ff7907a26dfbab9615c70\" style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--70)\">Inova\u00e7\u00e3o gera novas frentes de atua\u00e7\u00e3o para museus<\/h2>\n<p style=\"margin-bottom:0\">A participa\u00e7\u00e3o do Prof. Dalton Martins na miss\u00e3o sublinha a import\u00e2ncia do envolvimento do Ibram \u2014 e do Brasil \u2014 na concep\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es inovadoras para o campo museal, e para os acervos digitais, especialmente quando tratamos do tema da decoloniza\u00e7\u00e3o de acervos. Esta reflex\u00e3o explora novas frentes de atua\u00e7\u00e3o para museus e especialistas em institui\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria, agora como agentes organizadores de di\u00e1logos em torno de acervos \u2014 como uma curadoria de conversas em rede. A recente <a href=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/fediverso-um-experimento-com-redes-sociais-descentralizadas-e-museus\/\">experimenta\u00e7\u00e3o do projeto Brasiliana Museus com o Fediverso<\/a>, e a oportunidade de explorar a possibilidade de ativa participa\u00e7\u00e3o remota em processos museol\u00f3gicos online, fundamentam a proposta de modelo conceitual que o Ibram apresenta neste momento para os parceiros europeus, ilustrada no diagrama abaixo:<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1440\" src=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/New-info-conceptual-model-pt-br-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5518233\" \/><\/figure>\n<p style=\"margin-top:0\">O desenho do modelo conceitual ilustra o plano para a parceria, que envolve a cria\u00e7\u00e3o de projetos piloto com a oferta de forma\u00e7\u00e3o no uso da tecnologia Tainacan para cidad\u00e3os representantes das etnias envolvidas na colabora\u00e7\u00e3o com o &#8220;Museu da Cultura Mundial&#8221; de Gotemburgo \u2014 Waiwai, Palikur, Munduruku e Ticuna. O potencial de funcionalidades de IA e Machine Learning \u00e9 facilmente incorporado ao Tainacan em fun\u00e7\u00e3o da arquitetura de plugins do WordPress, o que permite adicionar a tradu\u00e7\u00e3o din\u00e2mica de itens textuais dos acervos tratados ao fluxo proposto. Da mesma forma, o potencial de ativa\u00e7\u00e3o do Fediverso fica dispon\u00edvel para ser usado na interconex\u00e3o das equipes curadoras, e de grupos de pesquisadores interessados. O Coordenador-Geral Dalton Martins destaca o aspecto que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores na apresenta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;\u2026o desenho ilustra o deslocamento que ocorre no papel do museu, que sai da posi\u00e7\u00e3o de produtor da verdade \u00faltima sobre o acervo. Em seu novo papel de garantidor do espa\u00e7o adequado para o di\u00e1logo sobre mem\u00f3ria, o museu \u00e9 um facilitador: desenvolve e implementa o ambiente para que este di\u00e1logo aconte\u00e7a de forma aberta, transparente e documentada.&#8221;<\/p>\n<p><cite>Dalton Martins<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Na CGSIM\/Ibram, entendemos que a possibilidade apresentada pelo protocolo ActivityPub de utiliza\u00e7\u00e3o de infraestruturas t\u00edpicas das redes sociais, em um ambiente de difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es na web independente de plataformas centralizadas (corpora\u00e7\u00f5es internacionais), representa uma oportunidade para as institui\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria de interesse p\u00fablico. Significa que aspectos de governan\u00e7a do ambiente digital que hoje s\u00e3o dominados de maneira monopol\u00edstica pelas empresas BigTech podem, em alguma medida, voltar a estar ao alcance da gest\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es que atrav\u00e9s dos tempos estiveram \u00e0 cargo de preservar a cultura para gera\u00e7\u00f5es futuras. <\/p>\n<p>De volta ao Brasil, Dalton nos conta que durante visita \u00e0 Universidade de Leiden na Holanda, na sequ\u00eancia do encontro com os Palikur em Gotemburgo, Su\u00e9cia, esteve em contato com especialistas locais que acompanham de perto as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para patrim\u00f4nio cultural digital na Europa. Os colegas se mostraram surpresos com as novidades inseridas no modelo proposto para decoloniza\u00e7\u00e3o de acervos com base no software livre Tainacan:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Em conversa com colegas que acompanham o trabalho da Europeana, destaca-se que o grande desafio para a evolu\u00e7\u00e3o do processo de agrega\u00e7\u00e3o de acervos do patrim\u00f4nio cultural \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o dos metadados das cole\u00e7\u00f5es integradas em suas institui\u00e7\u00f5es de origem. O plano de prover aos parceiros de agrega\u00e7\u00e3o ferramentas integradas para apoiar o enriquecimento dos metadados, e de usar o protocolo ActivityPub no Tainacan para documentar o di\u00e1logo com p\u00fablicos espec\u00edficos, mostrou-se uma proposta atraente.&#8221;<\/p>\n<p><cite>Dalton Martins<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Projetos de patrim\u00f4nio cultural que se abrem \u00e0 participa\u00e7\u00e3o direta do p\u00fablico s\u00e3o comuns na Europa. Na Est\u00f4nia, o envio de imagens digitais por cidad\u00e3os constitui m\u00e9todo recorrente para recep\u00e7\u00e3o \/ coleta de novos acervos. Tais iniciativas refor\u00e7am a visibilidade do museu, atraindo novos p\u00fablicos e aprofundando a conex\u00e3o com sua comunidade de usu\u00e1rios. <\/p>\n<p>Neste caso, tamb\u00e9m, a cria\u00e7\u00e3o de descri\u00e7\u00f5es para os itens, no processo de documenta\u00e7\u00e3o do acervo coletado junto ao p\u00fablico, deixa de ser tarefa solit\u00e1ria do especialista no museu. O processo de &#8220;<strong>documenta\u00e7\u00e3o inclusiva<\/strong>&#8221; proposto pelos colegas na Est\u00f4nia integra atividades externas de capta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es ao fluxo de trabalho museol\u00f3gico. Inicia-se com a (1) Coleta (itens e informa\u00e7\u00f5es provenientes do p\u00fablico externo), segue com a (2) Cataloga\u00e7\u00e3o (pelo pessoal do museu), e passa para (3) Pesquisa e Descri\u00e7\u00f5es Adicionais, etapa que pode organizar, corrigir e suplementar informa\u00e7\u00f5es sobre os itens, compondo at\u00e9 80% da documenta\u00e7\u00e3o para cada item*****. Tal processo parece desenhado para utilizar as funcionalidades integradas do protocolo ActivityPub com o reposit\u00f3rio Tainacan.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p id=\"block-1141eb86-cfd3-4165-a266-d00de3a0c71e\">&#8220;O que um museu pode fazer para garantir que os itens, informa\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias adicionados pelo p\u00fablico tenham valor hist\u00f3rico no futuro? Ao registrar e armazenar informa\u00e7\u00f5es provenientes do p\u00fablico, devemos tamb\u00e9m registrar e armazenar os dados de contexto de cada descri\u00e7\u00e3o: quem a inseriu; hora, local e situa\u00e7\u00e3o; e todas as fontes adicionais.&#8221;<\/p>\n<p><cite><strong>Description creation for museum objects in a digital environment. Co-creation<\/strong> &#8211; Kaie Jeeser (UH &#8211; University Heritage) &#8211; <a href=\"https:\/\/universityheritage.eu\/en\/description-creation-for-museum-objects-in-a-digital-environment-co-creation\/\">https:\/\/universityheritage.eu\/en\/description-creation-for-museum-objects-in-a-digital-environment-co-creation\/<\/a><\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p>Museus, e demais institui\u00e7\u00f5es culturais de mem\u00f3ria, podem atualizar o seu papel na sociedade do s\u00e9culo 21 e tornarem-se espa\u00e7os estrat\u00e9gicos no esclarecimento e no encaminhamento de solu\u00e7\u00f5es para problemas cr\u00edticos da cultura digital. Para isso, \u00e9 importante que essas institui\u00e7\u00f5es e seus especialistas encontrem formas de operar a tecnologia digital e a hiper-conex\u00e3o da internet em sintonia com suas prerrogativas t\u00e9cnicas e institucionais.<\/p>\n<p>No Ibram, seguiremos com a experimenta\u00e7\u00e3o, e devemos criar a inst\u00e2ncia Mastodon &#8220;social.museus.gov.br&#8221; na pr\u00f3xima semana. Nos mobiliza a ideia de estabelecer uma infraestrutura de rede social em condi\u00e7\u00f5es de abrigar institui\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria de interesse p\u00fablico, na qual os dados da intera\u00e7\u00e3o dos museus com seu p\u00fablico interessado fique tamb\u00e9m preservado, como acervo digital, e para pesquisa. <\/p>\n<p>Por outro lado, trata-se de uma novidade a oportunidade de configurar o ambiente e as funcionalidades t\u00edpicas de rede social do Fediverso como ferramentas do processo de di\u00e1logo sobre a atualiza\u00e7\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o dos acervos em decoloniza\u00e7\u00e3o. Novidades sobre este processo compartilharemos aqui mesmo no blog.<\/p>\n<div class=\"wp-block-group alignwide has-palette-color-6-background-color has-background is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-520deef1 wp-block-group-is-layout-constrained\" style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--70);padding-top:var(--wp--preset--spacing--70);padding-right:var(--wp--preset--spacing--70);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--70);padding-left:var(--wp--preset--spacing--70)\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias:<\/h3>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li> (*) &#8220;<strong>World culture, world history, and the roles of a museum: a conceptual study of the Swedish museums of world culture, debates concerning them, and their roles in cultural politics<\/strong>&#8221; &#8211; Tobias Harding &#8211; <a href=\"https:\/\/app.tana.inc?nodeid=SXQBjqY5mOBI\">https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/10286632.2020.1752684<\/a><\/li>\n<li>(**) &#8220;<strong>The Connectenedness of Archives: Museums in Brazil and Europe<\/strong>&#8221; &#8211; Manuela Fischer e Adriana Munhoz &#8211; <a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/journal\/2470\/247065256009\/html\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.redalyc.org\/journal\/2470\/247065256009\/html\/<\/a><\/li>\n<li>(***) <strong>Europeana Research collaborations: The National Museum of World Culture, Sweden<\/strong> &#8211; Pro.Europeana.Edu &#8211; <a href=\"https:\/\/pro.europeana.eu\/page\/europeana-research-collaborations-the-national-museum-of-world-culture-sweden\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/pro.europeana.eu\/page\/europeana-research-collaborations-the-national-museum-of-world-culture-sweden<\/a><\/li>\n<li>(****) <strong>From the Amazon rainforest to the collections of the Museum of World Culture<\/strong> &#8211; Department of Historical Studies &#8211; <a href=\"https:\/\/www.gu.se\/en\/news\/from-the-amazon-rainforest-to-the-collections-of-the-museum-of-world-culture\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.gu.se\/en\/news\/from-the-amazon-rainforest-to-the-collections-of-the-museum-of-world-culture<\/a><\/li>\n<li>(*****) <strong>Description creation for museum objects in a digital environment. Co-creation<\/strong> &#8211; Kaie Jeeser (UH &#8211; University Heritage) &#8211; <a href=\"https:\/\/universityheritage.eu\/en\/description-creation-for-museum-objects-in-a-digital-environment-co-creation\/\">https:\/\/universityheritage.eu\/en\/description-creation-for-museum-objects-in-a-digital-environment-co-creation\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"nc-source-attribution\">Fonte original: <a href=\"https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/decolonizacao-digital-de-acervos-inovacao-amplia-o-raio-de-acao-de-museus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/brasiliana.museus.gov.br\/decolonizacao-digital-de-acervos-inovacao-amplia-o-raio-de-acao-de-museus\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;\u2026o desenho ilustra o deslocamento que ocorre no papel do museu, que sai da posi\u00e7\u00e3o de produtor da verdade \u00faltima sobre o acervo. Em seu novo papel de garantidor do espa\u00e7o adequado para o di\u00e1logo sobre mem\u00f3ria, o museu \u00e9 um facilitador: desenvolve e implementa o ambiente para que este di\u00e1logo aconte\u00e7a de forma aberta, transparente e documentada.&#8221; @daltonmartins@mato.social<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-18","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-museus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/xemele.museus.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}